Background

A cirurgia bariátrica tem indicação bem estabelecida nos casos de IMC >40 kg/m2 ou IMC >35 kg/m2 em pacientes com comorbidades. Atualmente as técnicas cirúrgicas mais utilizadas são o bypass gástrico e a gastrectomia vertical. Os métodos endoscópicos vêm ganhando campo como importante meio no tratamento da obesidade. O OverStitch® obteve recente aprovação pela ANVISA para uso no Brasil, sendo este caso descrito um dos casos pioneiros no Brasil. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso de gastroplastia vertical endoscópica realizado no setor de endoscopia do Hospital Estadual Mario Covas, avaliando conduta tomada frente a complicação gerada por erro técnico, assim como evolução da paciente 6 meses após realização do procedimento. Submetida a GEV com a realização de 5 plicaturas ao longo da grande curvatura. Após realização do procedimento, “a endoscopia de revisão notou-se estenose pilórica não sendo possível a progressão para duodeno. Realizada dilatação com uso de balão dilatador com posterior colocação de prótese esofágica transpilórica. Com 6 meses paciente retorna para consulta e realização de nova endoscopia. Paciente sem queixas, em acompanhamento nutricional, sem praticar atividade física, com perda de peso de 20%. Desta forma conclui-se o diagnóstico imedito da estenose e medidas tomadas foram importantes para a boa evolução da paciente e consequentemente atingido objetivo principal inicial de perda de peso. Conclui-se ainda com a revisão literária realizada e frente ao caso, que a realização da gastroplastia endoscópica é reprodutível, com curto tempo de procedimento, com alta precoce do paciente e com perda de peso comparável a técnicas cirúrgicas tradicionais, entretanto trata-se de uma técnica ainda em fase de aperfeiçoamento técnico.